📢A Redação do O ENEM MUDOU ? — e você precisa entender o que está por trás dessas mudanças!
A professora Danielle Velasco e a professora Bárbara Mendonça se reuniram para esclarecer de vez o que é fato, o que é mito e como se preparar da forma certa para o exame.
O que realmente mudou no ENEM?
A grande novidade está na competência 2: a banca deixou claro na Cartilha do Participante que o repertório sociocultural precisa ser legitimado, pertinente ao tema e produtivo na argumentação. O famoso “repertório de bolso” — aquele coringa que serve para qualquer tema — não é mais aceito. Se o avaliador perceber que o repertório foi inserido de forma decorada, automática ou forçada, a nota na competência 2 será prejudicada, e isso reflete diretamente na competência 3.
O que é repertório de bolso e por que ele não funciona?
É aquela citação genérica que o candidato memoriza e encaixa em qualquer redação, independente do tema. O problema é que ela enfraquece o texto: o repertório aparece solto, sem conexão real com o argumento, e o corretor percebe. Como a professora Bárbara explica: aquilo que serve para tudo não serve para nada.
O repertório precisa estar concatenado ao tema e ao argumento. Abriu uma gaveta, feche ela — traga a justificativa, os operadores argumentativos e mostre que aquela informação realmente faz diferença no seu texto.
O que mudou na proposta de intervenção?
A banca acrescentou uma pergunta orientadora: o que é possível apresentar como solução para o problema? Isso significa que a proposta precisa ser real, plausível e executável — não basta escrever “o governo deve conscientizar” ou “mobilizar a população”. Conscientização é resultado, não ação. Use verbos que indiquem ações concretas e responda os cinco elementos: ação, agente, modo/meio, efeito e detalhamento.
Os erros mais comuns que derrubam a nota:
- Usar repertório genérico sem conexão com o tema
- Proposta de intervenção vaga com verbos como “conscientizar” e “mobilizar”
- Não desenvolver o argumento depois de apresentar o repertório
- Abrir várias “gavetas” sem fechar nenhuma
- Não fazer rascunho e encher o texto de rasuras
A dica de ouro: faça o rascunho
Antes de passar a limpo, construa seu rascunho, releia sua tese, verifique se cada parágrafo de desenvolvimento está conectado ao tema e veja se a proposta de intervenção resolve os problemas que você argumentou. Leia com olhar de corretor, não de autor.
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